Dimensionamento de Cabos Elétricos pela NBR 5410
Ferramenta avançada para pré-dimensionar circuitos de baixa tensão por capacidade de condução de corrente, queda de tensão, curto-circuito, proteção recomendada, seção mínima, método de referência, agrupamento, temperatura e relatório técnico. Cobre os métodos A1, A2, B1, B2, C, D, E, F e G de forma orientativa.
Uso orientativo e responsabilidade técnica
Esta ferramenta é um apoio preliminar. Ela não substitui projeto elétrico, análise completa das tabelas oficiais da norma, coordenação de proteção, estudo de curto-circuito, seletividade, inspeção de campo, memorial assinado ou validação por profissional habilitado. As tabelas internas são didáticas e conservadoras para triagem; em projeto real, confirme sempre a edição aplicável da NBR 5410, as tabelas oficiais, as condições de instalação e os dados do fabricante do cabo.
Modo de cálculo
Use o modo básico para uma triagem rápida. Use o modo avançado para considerar tipo de cabo, tipo de equipamento, partida de motor, fatores adicionais, curto-circuito, proteção e relatório completo.
1. Dados do circuito
Informe a carga e as condições elétricas. Para motor, a potência mecânica é convertida em corrente usando rendimento e fator de potência.
2. Cabo e método de instalação
Selecione o tipo de cabo e o método de referência. A ferramenta mostra o caminho normativo e aplica fatores de correção informados.
Guia rápido para escolher o método de referência
A1/A2: eletroduto em parede termicamente isolante. B1/B2: eletroduto, canaleta ou caminho fechado. C: cabo sobre parede ou eletrocalha não perfurada. D: enterrado/solo. E: cabo multipolar ao ar livre ou bandeja perfurada. F/G: cabos unipolares ao ar livre, bandeja ou espaçados. Confirme sempre com a condição real de instalação e tabela oficial aplicável.
3. Proteção, curto-circuito e seção mínima
Resultado principal
Critérios verificados
| Critério | Resultado | Status | Caminho normativo citado no relatório |
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Detalhes do cálculo
Comparativo de seções comerciais
Use a tabela para enxergar quais seções atendem corrente, queda de tensão, curto-circuito e seção mínima. Verde = atende os critérios principais; amarelo = atenção; vermelho = não atende.
| Seção | Iz corrigida | Disjuntor recomendado | ΔV | Curto | Perda anual | Status |
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Caminhos da norma usados no memorial
Instalação em eletroduto em parede termicamente isolante. Usar quando o calor é mais difícil de dissipar.
Instalação em eletroduto, canaleta fechada ou caminho com troca térmica limitada.
Cabo sobre parede, superfície ou eletrocalha não perfurada, conforme condição real de dissipação.
Cabo enterrado ou em eletroduto no solo. Exige atenção a temperatura e resistividade térmica do solo.
Cabos ao ar livre, bandeja perfurada, leito ou espaçados. Aplicar agrupamento, camadas e separação.
No relatório, o caminho é citado de forma orientativa: NBR 5410 → capacidade de condução de corrente → método de referência → fatores de correção; NBR 5410 → queda de tensão; NBR 5410 → proteção contra sobrecorrente; NBR 5410 → curto-circuito; NBR 5410 → seção mínima; e NBR 7286/NBR 7288 quando aplicável ao tipo de cabo 0,6/1 kV.
Checklist de campo e projeto
- Confirmar se o circuito é terminal, alimentador, motor, iluminação, comando ou distribuição.
- Confirmar método real de instalação: eletroduto, canaleta, bandeja, leito, enterrado, ao sol ou em área quente.
- Confirmar número de circuitos agrupados, camadas e separação entre cabos.
- Validar capacidade de condução nas tabelas oficiais da norma e do fabricante.
- Validar queda de tensão acumulada desde a origem da instalação até o ponto de uso.
- Validar proteção: sobrecarga, curto-circuito, seletividade, capacidade de interrupção e coordenação.
- Verificar neutro, PE, harmônicos, aterramento, eletroduto, ocupação e temperatura ambiente.
- Registrar premissas no memorial antes da compra/instalação.
Perguntas frequentes
A ferramenta substitui a NBR 5410?
Não. Ela organiza um pré-dimensionamento. O resultado deve ser validado com a norma, tabelas oficiais, fabricante do cabo, condições reais e projeto elétrico.
Por que existem tantos métodos A1, A2, B1, B2, C, D, E, F e G?
Porque a capacidade de condução depende da forma de instalação e da dissipação de calor. Um cabo em eletroduto dentro de parede isolante aquece de forma diferente de um cabo em bandeja perfurada ao ar livre.
Por que a ferramenta pode recomendar 2,5 mm² mesmo quando o cálculo aponta menor?
Porque, para tomadas e circuitos de força/potência em cobre, a ferramenta aplica uma premissa conservadora de seção mínima de 2,5 mm² conforme prática normativa brasileira. Assim, ela pode mostrar a seção pelo cálculo, mas recomenda a seção mínima aplicável ao uso informado.
Por que o relatório não tem logo?
O relatório técnico gerado pela ferramenta é propositalmente limpo, sem logo, para ser anexado internamente, impresso ou colado em um memorial próprio.
Ações finais
Use estes botões após revisar os resultados. Eles repetem as principais ações do topo para facilitar o uso no fim da ferramenta.
