Calculadora PT100 Online
Conteúdo técnico: ALOGY Engenharia · Atualizado em: 21/07/2026
Converta resistência em temperatura e temperatura em resistência para sensores RTD PT100, PT500 e PT1000. Inclui compensação orientativa para ligação 2 fios, tabela rápida e apoio para calibração, manutenção e teste de campo.
Ferramenta para estudo e apoio técnico
Esta calculadora é orientativa e usa equações aproximadas para apoio técnico, estudo e pré-análise. Não substitui norma aplicável, procedimento de calibração, certificado rastreado, medição em campo, análise de incerteza, laudo ou profissional habilitado. Na máxima extensão permitida pela legislação aplicável, a ALOGY não assume responsabilidade por decisões tomadas exclusivamente com base nesta estimativa orientativa, sem verificação das condições reais e sem validação técnica adequada. Nada neste aviso exclui direitos ou responsabilidades que não possam ser legalmente afastados.
Dados do sensor RTD
Escolha o tipo de sensor, o modo de cálculo e a ligação usada. Para ligação 2 fios, informe a resistência de cada condutor para compensação orientativa.
Resultado
Tabela rápida do sensor selecionado
Valores aproximados para consulta em campo. A tabela muda conforme PT100, PT500 ou PT1000.
| Temperatura | Resistência | Observação |
|---|
Ligação 2, 3 e 4 fios
2 fios: a resistência dos cabos soma com a resistência do sensor e pode gerar erro de leitura.
3 fios: é muito usada em indústria porque compensa boa parte da resistência dos cabos quando os condutores são semelhantes.
4 fios: é a melhor ligação para medição de resistência, pois reduz fortemente o efeito dos cabos.
Memória de cálculo
A memória mostra a equação aplicada, a compensação dos cabos e a tolerância orientativa da classe selecionada.
Perguntas frequentes
O que significa PT100?
PT100 é um sensor RTD de platina com aproximadamente 100 Ω em 0 °C. A resistência aumenta conforme a temperatura sobe.
PT100 e PT1000 usam a mesma curva?
Sim, no modelo industrial de platina a curva é proporcional. O PT100 tem 100 Ω em 0 °C e o PT1000 tem 1000 Ω em 0 °C.
Ligação 2 fios dá erro?
Pode dar. A resistência dos cabos é somada à resistência do sensor. Por isso, em aplicações industriais, 3 fios e 4 fios costumam ser preferíveis.
Essa ferramenta substitui calibração?
Não. Ela é apenas apoio matemático. Calibração exige procedimento, padrão rastreado, incerteza, certificado e responsável técnico.
Aplicação e diagnóstico do PT100
Use a conversão entre temperatura e resistência para conferir sensor, transmissor e cabeamento. A resistência medida nos terminais pode incluir a resistência dos condutores, principalmente em ligação de dois fios.
O que conferir antes da medição
- tipo do elemento e resistência nominal em 0 °C;
- classe de tolerância e faixa em que ela é válida;
- ligação de dois, três ou quatro fios;
- resistência dos cabos e compensação realizada pelo instrumento;
- corrente de excitação e possível autoaquecimento.
Interpretação das resistências
Compare a resistência do elemento com a resistência efetivamente vista pelo instrumento. Em dois fios, os condutores são somados; em três fios, a compensação depende de resistências semelhantes; em quatro fios, a influência dos cabos é reduzida quando a medição é feita corretamente.
Boas práticas de teste
- Desconecte o sensor somente conforme procedimento seguro.
- Procure circuito aberto, curto entre fios e fuga para a bainha.
- Evite aquecer apenas o cabeçote quando o objetivo é testar o conjunto de medição.
- Para calibração, compare com referência e banho adequados à faixa.
Limite: a conversão não substitui calibração metrológica nem considera gradiente, imersão, condução térmica e tempo de resposta da montagem.
Referência normativa e uso correto
A relação resistência–temperatura e as classes de tolerância dos sensores de platina devem ser conferidas na IEC 60751. Para calibração, confirme também o tipo de ligação, corrente de excitação, autoaquecimento, resistência dos condutores, profundidade de imersão e estabilidade do banho ou bloco.
As curvas exibidas servem para cálculo e triagem. Certificados e decisões metrológicas dependem do procedimento, da rastreabilidade e da incerteza da montagem completa.
