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Bomba dosadora química: cálculo, instalação e teste de vazão

A vazão indicada no ajuste da bomba não garante a massa de produto entregue ao processo. A estimativa começa pelo balanço de massa; a aceitação em campo exige conferir concentração, densidade, contrapressão, condição da sucção e vazão realmente deslocada.

Balanço de massa em ppm e mg/L

Em soluções aquosas diluídas, 1 ppm costuma ser tratado como 1 mg/L, desde que essa aproximação seja adequada ao processo. Para uma vazão de processo Q em m³/h e dose-alvo D em mg/L, a massa ativa requerida é:

mativo (kg/h) = Q (m³/h) × D (mg/L) / 1.000

Se o produto comercial tem fração mássica w e densidade ρ em kg/L:

qproduto (L/h) = mativo / (w × ρ)

Exemplo: uma corrente de 50 m³/h requer 25 mg/L de ingrediente ativo. A demanda é 1,25 kg/h. Para uma solução com 12% em massa e densidade de 1,10 kg/L, a vazão teórica é 1,25 ÷ (0,12 × 1,10) = 9,47 L/h. Se “12%” for expresso em volume, se a concentração variar com o lote ou se a densidade não corresponder à temperatura de operação, a conta precisa ser refeita com a ficha do produto.

Dados que devem ser levantados

Por que a instalação muda a vazão real

Bombas dosadoras de deslocamento positivo dependem do enchimento completo da câmara e do fechamento correto das válvulas de retenção. Sucção longa ou restritiva, gás liberado pelo produto, válvula suja, alta viscosidade ou entrada de ar reduz o volume por golpe. Na descarga, pressão insuficiente pode permitir sifonamento; pressão excessiva pode reduzir capacidade, abrir proteção ou ultrapassar limites mecânicos.

Calibração volumétrica na condição real

Uma coluna de calibração na sucção permite medir quanto volume a bomba desloca em um intervalo conhecido. Com o processo em condição controlada, registre pressão de descarga, ajuste de curso/frequência, tempo e queda de volume. A vazão medida é:

q (L/h) = ΔV (mL) × 3,6 / t (s)

Se a coluna indicar consumo de 158 mL em 60 s, a vazão é 9,48 L/h, praticamente o valor teórico do exemplo. Repita a medição, verifique dispersão e confirme que a linha não recebeu líquido por sifonamento durante o teste. Para produtos perigosos, o procedimento precisa prever isolamento, EPI, contenção e destino do produto conforme a análise de risco.

Erros que explicam dose insuficiente ou excessiva

Teste do comando até o processo

Esse encadeamento separa erro de cálculo, erro de comando, falha hidráulica e resposta lenta do processo. A vazão teórica é uma referência; a vazão calibrada e a evidência analítica fecham a verificação.

Ferramenta e conteúdos relacionados

Use a ferramenta relacionada para fazer uma primeira simulação e depois navegue pelos materiais complementares para fechar o raciocínio técnico.

Aviso técnico

Este material é educativo e orientativo. Não dimensiona definitivamente bomba, tubulação, contenção, alívio ou sistema de dosagem. Produtos corrosivos, oxidantes, tóxicos ou reativos exigem ficha de segurança, compatibilidade de materiais, análise de risco, procedimentos e profissionais responsáveis. Nunca abra, escorve ou calibre uma linha sem confirmar isolamento, pressão e destino seguro do produto.

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