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Dosagem de cloro livre em água industrial

A dosagem aplicada não é igual ao residual medido. Parte do cloro reage com compostos presentes na água; o restante pode aparecer como cloro livre após mistura e tempo de contato.

Demanda, dose e residual

A demanda varia com a qualidade da água, pH, temperatura, amônia, matéria orgânica, tempo de contato e mistura. Por isso, o residual deve ser medido; ele não pode ser garantido apenas por uma conta de bomba. A relação simplificada “dose menos demanda igual a residual” ajuda a organizar o balanço, mas a demanda não é constante nem conhecida sem ensaio ou histórico representativo.

Influência do pH e do método

O equilíbrio entre ácido hipocloroso e hipoclorito depende do pH; por isso, duas águas com o mesmo cloro livre podem ter comportamento químico diferente. Cloro livre e cloro total também não são resultados intercambiáveis.

No método DPD, reagentes diferentes permitem determinar cloro livre e total. Volume de amostra, branco, faixa, tempo de leitura, diluição e interferências devem seguir o procedimento do fotômetro, colorímetro ou kit. Reagente vencido, cubeta suja, bolhas, cor ou turbidez da amostra podem comprometer a leitura.

Exemplo de carga teórica

Aplicar 2 mg/L em 50 m³/h exige teoricamente 100 g/h de cloro ativo. Se o produto disponível tem 10% m/m de ativo e densidade de 1,12 kg/L, cada litro contém teoricamente 112 g de ativo. A vazão calculada é 100 ÷ 112 = 0,893 L/h.

O exemplo representa dose aplicada, não residual garantido. Teor real do produto, degradação durante armazenamento, demanda, contrapressão, calibração da bomba e qualidade da mistura alteram o resultado em campo. Da mesma forma, elevar um residual medido de 0,4 para 1,0 mg/L não autoriza somar automaticamente 0,6 mg/L à dose: a demanda pode mudar com a condição do processo.

Dados que devem entrar na verificação

Cuidados de automação

Uma malha baseada em residual reúne vários atrasos: injeção, mistura, contato, transporte da amostra, renovação da célula, resposta do sensor e filtragem do sinal. Ajustar novamente antes de a resposta anterior chegar ao analisador pode produzir oscilação e sobredosagem.

A vazão de água pode antecipar a carga necessária, enquanto o residual medido corrige desvios mais lentos. Confirme sentido de ação, limites de saída e anti-windup. Condição sem fluxo, nível baixo do tanque, falha da bomba, perda do analisador e leitura fora da faixa precisam de respostas seguras definidas pelo procedimento; o valor anterior não deve ser mantido indefinidamente sem diagnóstico.

Sequência de conferência

  1. Confirme vazão de água, teor e densidade atuais do produto.
  2. Calcule a carga teórica e verifique a entrega real da bomba na contrapressão de trabalho.
  3. Inspecione injeção, mistura, tempo de contato e representatividade da amostra.
  4. Verifique analisador ou método DPD com padrões e reagentes adequados ao procedimento.
  5. Faça alterações graduais e aguarde o tempo total do processo antes de concluir o efeito.
  6. Registre dose, vazão, pH, temperatura, residual, horário e condição operacional.

Ferramentas e referências

Aviso de uso

Conteúdo informativo e orientativo. Não define dose, residual ou setpoint para uma aplicação específica. Produtos clorados apresentam riscos químicos e a operação deve considerar ficha de segurança, análise da água, requisitos aplicáveis, procedimento, intertravamentos e validação por profissionais responsáveis.

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